Setor da saúde contribui para o mercado imobiliário

mercado imobiliário na saúde

Setor da saúde contribui para o mercado imobiliário

Mesmo na crise, locação de consultórios segue como um negócio lucrativo

 

A crise econômica e política vivida pelo Brasil nos últimos anos prejudicou muito o mercado imobiliário, principalmente no que diz respeito a compra de imóveis residenciais. Além disso, o setor de locação e venda de salas comerciais comuns também não está atravessando um bom momento. Porém, dentro desse panorama, existe uma exceção, que é o segmento da saúde. O fluxo de surgimento de novos consultórios nessa área não diminuiu com o recesso econômico e, talvez, tenha até aumentado.

Um dos motivos é o alto investimento que muitas construtoras estão fazendo em empreendimentos voltados para esse público. Isso acontece justamente pela necessidade de investir em outros mercados, já que as pessoas não estão dispostas a investir em imóveis residenciais nesse momento. Um dos motivos para a saúde ser o segmento escolhido é que, segundo as próprias empresas de construção civil, existe menos inadimplência nesse meio, o que faz com que o investimento seja mais seguro.

A credibilidade que o setor possui é tanta que a nova moda do mercado imobiliário é a criação de centros médicos. Eles funcionam como condomínios, só que totalmente voltados aos profissionais da saúde. Grandes construtoras, como a Cyrella, já investiram nesse tipo de negócio. Em entrevista a Exame, o diretor da Promedical, Renato Castello Branco, disse que o “setor médico é praticamente blindado”. Segundo ele, a locação e venda de consultórios nesse formato cresce cada vez mais.

O segmento é, definitivamente, um dos menos prejudicados pela crise. Isso também acontece porque o atendimento a saúde é considerado como um item de primeira necessidade e que, portanto, não pode ser deixado de lado. Além disso, o Brasil conta com mais de 400 mil médicos formados e, muitos deles, escolhem o consultório como primeira opção de carreira. Isso sem contar os outros profissionais, como dentistas e psicólogos, que também enxergam no atendimento particular uma possibilidade mais segura e rentável.

Outro fator importante para que a saúde particular tenha se mantido como um setor saudável dentro da economia brasileira, é que muitas pessoas abriram mão de seus convênios médicos. Com isso, existem pacientes que preferem realizar as principais consultas anuais em estabelecimentos privados, o que ajuda a aumentar a demanda de trabalho dos donos de empreendimentos nesse setor.

Apesar da estabilidade do mercado imobiliário relacionado a saúde também estar ligada a compra de imóveis, principalmente nos centros médicos, a locação ainda aparece como uma opção mais viável. Além de ser possível encontrar salas bem localizadas e com preços acessíveis, também existe a opção de dividir o consultório com outro profissional, o que tem sido uma prática cada vez mais comum.

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