Como separar as contas pessoais das contas da clínica?

contas da clínica

Como são suas contas da sua clínica e do seu consultório?

Ter uma clínica para gerenciar é mais do que um desafio médico. Requer empreendedorismo e capacidade de gestão por parte do profissional da saúde, porque é, também, uma empresa. Uma das principais dificuldades encontradas é a separação das contas pessoais e das contas da clínica. Para começar uma clínica ou passar a fazer parte de uma sociedade com outros profissionais, é preciso realizar um investimento e esse investimento vem das contas pessoais — e é exatamente neste ponto que começa a confusão.

Depois que esse investimento é integrado à clínica como empresa, deixa de ser conta pessoal. No decorrer do tempo, essa divisão pode ficar menos clara, confundindo patrimônio pessoal com patrimônio empresarial e colocando em xeque tanto a própria saúde financeira como o sucesso da clínica.

Nesse post, vamos ajudá-lo a evitar esse tipo de situação e garantir uma estabilidade para sua vida e para o seu negócio!

Defina o que é da empresa e o que é pessoal

Não tem como separar as contas pessoais das contas da clínica sem conhecer bem cada uma delas. É necessário um planejamento financeiro prévio, nos dois casos. Para começar, é importante traçar suas despesas pessoais, como contas domésticas, gastos com filhos, educação, carro, etc. Essas despesas não devem ser bancadas pela clínica, e sim pela sua renda pessoal.

O mesmo deve ser feito com as contas da clínica. Você não deve usar seu crédito pessoal para quitar dívidas do seu negócio, pois assim cria-se uma bola de neve que tonará impossível separar os dois. Tenha em mente que a sua clínica deve manter-se com seus próprios recursos. Por isso é importante registrar tudo que é gasto profissional, nos mesmos moldes das despesas pessoais.

Estabeleça o seu pró-labore

Ter seu próprio negócio é um desafio, porque é muito difícil definir quanto ficará para você e o valor revertido para o negócio em relação ao lucro. Tomar todo o lucro para si é um erro, porque a clínica sempre vai operar no limite, sem uma válvula de escape e sem espaço para melhorias. Do mesmo modo, não separar uma quantia para o seu pró-labore também é impossível. Fica a pergunta: quanto retirar, então?

O ideal é definir um valor como se fosse um salário, de acordo com a função que você exerce, seguindo as referências do mercado — sem deixar de lado, é claro, sua própria realidade. Tente manter esse valor fixo e de acordo com as suas necessidades como pessoa física.

Contas da clínica e contas pessoais: separadas também no banco

Não é incomum ver profissionais liberais utilizando a própria conta-corrente para realizar suas transações profissionais. Quem tem uma clínica para gerenciar e não cria uma conta própria para a empresa está fazendo um convite tentador aos problemas. Mesmo que você seja muito organizado, não mantenha uma conta só para as duas coisas. Sua vida pessoal é uma, sua vida profissional é outra — assim devem ser as contas-correntes.

Além dessas dicas pontuais, é sempre válido contar com especialistas no assunto, buscando ajuda de quem realmente entende de gestão financeira e pode dar o devido suporte que você precisar.

Se essas dicas te ajudaram a entender melhor a importância de separar suas contas pessoais das contas da clínica e a encontrar a melhor maneira de fazê-lo, compartilhe-a nas suas redes sociais, ajudando mais profissionais como você!