12 tendências da tecnologia na área da saúde

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12 tendências da tecnologia na área da saúde

Conheça algumas práticas que auxiliam – ou auxiliarão – profissionais e pacientes do mundo todo

 

As últimas décadas trouxeram uma série de avanços em relação à tecnologia, que vem tomando cada vez mais espaço em diversos setores. A área da saúde, inclusive, é beneficiada pela tecnologia não apenas em novos tratamentos. Com as novas soluções tecnológicas, a atuação do profissional de saúde se torna mais assertiva e qualificada. Pensando nisso, o Saúde Uai preparou uma lista com as 11 tendências da tecnologia nessa área que você precisa conhecer. Confira!

1 – Softwares de gestão

Um software de gestão é, basicamente, um sistema que reúne informações essenciais sobre os atendimentos e serviços oferecidos em um empreendimento, como uma clínica ou consultório médico. No caso da área de saúde, o software de gestão é responsável por armazenar dados de contato dos pacientes e também informações sobre cada paciente.

Com isso, é possível criar um prontuário digital que, inclusive, favorece o atendimento, tornando-o mais ágil e efetivo. Além disso, é mais fácil manter contato com o paciente caso seja necessário marcar uma consulta ou informar sobre a disponibilidade de exames.

2 – Telemedicina

Com o aumento do acesso à tecnologia, a área da saúde também tem se aproveitado para romper barreiras e aumentar sua atuação. Isso é possível com a telemedicina, que utiliza as tecnologias de comunicação para fornecer informações que ajudem no cuidado com a saúde e até mesmo a formação continuada.

Assim, a telemedicina é útil para que os profissionais da saúde não apenas possam ajudar pacientes em que a distância é um fator limitante, mas também para que possam sanar suas próprias dúvidas — o profissional pode fazer cursos e complementar sua formação graças ao uso da tecnologia.

3 – Aplicativos

Falando em conectividade e mobilidade, os aplicativos da área da saúde também surgem como possibilidades. Há aplicativos que ajudam a medir batimentos cardíacos, a lembrar sobre a dosagem e periodicidade de remédios e a controlar as atividades físicas praticadas.

Em relação aos profissionais, é possível realizar diagnósticos inteligentes com aplicativos completos, que apresentam informações sobre doenças. Aplicativos com bulas e medicações indicadas também servem para prestar a orientação correta.

4 – Business Intelligence

A área da saúde também tem visto o Business Intelligence como uma das principais tendências para conseguir analisar com eficácia as informações e o grande volume de dados obtido diariamente.

O BI é caracterizado por ser uma técnica de análise de dados, de modo a encontrar tendências, padrões e questões relevantes. Com uma análise dos prontuários digitais, por exemplo, é possível encontrar padrões de doenças mais comuns dentro de uma faixa etária e de uma região. Além de facilitar o diagnóstico, favorece o atendimento ao paciente.

5 – CRM voltado para área da saúde

A melhora no atendimento só é possível se o profissional conhece a pessoa que ele atende. Com isso, uma tendência é o CRM, sigla para Customer Relationship Management ou gerenciamento de relacionamento com o cliente. Essa ferramenta consiste em armazenar as informações de cada paciente, de modo a ajudar o profissional a personalizar o atendimento.

Com um CRM adaptado para a área da saúde, é possível ter informações de quando foi a última consulta do paciente, sobre a frequência de faltas, resultado de exames e quais medicamentos ele faz uso, por exemplo. Assim, essa solução contribui para que o profissional da área da saúde tenha conhecimento sobre o paciente antes mesmo de ele entrar para a consulta.

6 – Computação na nuvem

Praticamente nenhuma dessas tendências existiria sem o uso da computação na nuvem. Isso diz respeito ao envio de dados para uma espécie de servidor terceirizado, o que garante mobilidade e disponibilidade total dos dados, de onde quer que eles sejam acessados. A computação na nuvem permite o uso de sistemas de gestão via web e o armazenamento de documentos digitalizados, por exemplo.

7 – Wearables (vestíveis)

 

Os Wearables, ou simplesmente “vestíveis” em português, são, como o próprio nome diz, dispositivos que se acoplam ao corpo dos pacientes. Eles podem ser colocados em diferentes locais e possuir o formato de diversos objetos, como óculos, relógios, pulseiras, lentes de contato, roupas e muitos outros. Esses aparelhos possuem hardwares que possibilitam identificar sinais vitais do usuário, auxiliando na melhoria de desempenho em atividades físicas e também sendo útil na detecção de doenças.

 

As informações coletadas por dispositivos como esses, como batimentos cardíacos, perda de calorias e número de passos dados em uma atividade física, podem auxiliar na luta pela redução dos índices de glicemia e colesterol, por exemplo. Porém, é importante saber que essas ferramentas devem atuar em conjunto com um bom tratamento médico, servindo apenas como uma prática complementar que tem como objetivo fornecer informações mais precisas aos profissionais da saúde.

 

8 – Impressoras 3D

As impressoras 3D já vêm sendo, há algum tempo, um marco importante para a evolução de diversos setores. Elas são capazes de construir, em apenas alguns instantes, estruturas complexas, auxiliando até na construção de prédios. Na saúde, a expectativa que se tem é que esse tipo de equipamento tenha uma importância significativa nas próximas décadas, em que se prevê a possibilidade de reproduzir órgãos completos.

 

Apesar dessa realidade ainda ser distante, ao menos na teoria, as impressoras 3D já atuam de maneira efetiva na área da saúde. Um exemplo é a utilização de modelos de órgãos impressos que atuam como simuladores em procedimentos cirúrgicos ou que simplesmente podem servir como material didático em universidades. Além disso, também existe a possibilidade de utilizar esse tipo de tecnologia para criar próteses que visam substituir, ainda que apenas no quesito estético, uma parte do corpo de um paciente.

 

9 – Uso do Kinect

 

O Kinect foi criado pela Microsoft para ser utilizado no videogame Xbox. Essa tecnologia permite que, por meio de uma câmera que capta movimentos, o usuário possa se aventurar em diversos jogos, como de danças ou esportes. Porém, há algum tempo, o dispositivo se tornou um importante aliado da saúde e é utilizado até em procedimentos cirúrgicos.

 

Apenas com o movimento dos braços, o médico pode ter acesso aos dados da grade de bloco operatório e do próprio paciente. Dessa forma, além de ganhar mais tempo durante a cirurgia, os profissionais da saúde garantem mais segurança a atividade, já que preservam a assepsia do campo cirúrgico. Diferente das impressoras 3D que ainda estão em fase embrionária no setor da saúde, a tecnologia Kinect se popularizou no mercado e é utilizada, inclusive, em alguns hospitais brasileiros.

 

10 – Robôs cirurgiões

 

A possibilidade de ser operado por um robô está ganhando mais força a cada dia. Isso porque alguns testes e pesquisas já indicam que eles possuem mais precisão no corte do que os cirurgiões humanos. Professor da Universidade de Maryland e um dos autores de uma das pesquisas sobre o tema, Alex Krieger, acredita que a robótica atuará primeiro em cirurgias secundárias, com menos gravidade e urgência, mas que depois auxiliará em procedimentos mais complexos e importantes.

Atualmente, os robôs são utilizados como ferramentas pelos próprios médicos em procedimentos em que, em vez de cortes, são feitas apenas pequenas incisões. Eles atuam sob o comando dos profissionais que, por meio de um software especializado, comanda todos os movimentos da máquina. Porém, a expectativa é que nos anos próximos já existam modelos autônomos que consigam realizar cirurgias por conta própria.

 

11 – Algoritmo anti suicídio

 

O suicídio é um dos problemas de saúde mais graves em todo o mundo. Estima-se que 800 mil pessoas se suicidam por ano, o que resulta em aproximadamente uma morte a cada 40 segundos. Uma das principais medidas de combate a esse transtorno consiste em um computador que consegue identificar pessoas com tendências suicidas por meio de informações captadas por escaneamento cerebral. Dessa forma, será possível identificar pacientes que possuam essa inclinação com mais facilidade, já que a maioria tende a não se abrir sobre o tema.

Apesar do estudo ainda estar em fase inicial, já que prever ações como o suicídio é uma tarefa muito difícil, os algoritmos já são capazes de identificar padrões de atividades cerebrais dos pacientes e compará-los. Com isso, é possível que com mais estudos e testes realizados, seja possível identificar possíveis semelhanças e padrões entre as pessoas que pensam em cometer suicídio.

 

As tendências da tecnologia voltadas para a área da saúde dizem respeito principalmente à mobilidade, à acessibilidade e à personalização do atendimento. Incorporá-las, portanto, é uma forma de melhorar a satisfação dos pacientes e até mesmo reduzir os custos com investimentos em longo prazo.

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